
Na Galiza do século XXI seica volverom os caciques que, por outra banda, nom se sabe moi bem se algum dia marcharom. No denominado bipartito do cambio onde tudos os males que asolagarom ó país em 16 anos de fraguismo ( e séculos enteiros do mesmo caciquismo conhecido por outro nome) íam dessaparecer; esses males acavarom agravándo-se e revelando-se crónicos e pandémicos numha sociedade, a galega, que perde a pasos de gigante a súa identidade como povo, que ve como día a dia a súa lingua dessaparece nos beiços dos máis novos (abraidos por umha outra lingua foránea de prestixio e de poder: O castelhano), como os seus sectores productivos históricos (e por outra banda estratégicos para a supervivencia como povo) esmorecem tomando o sol, que diría o poeta do proletariado Celso Emilio. Um país no que todo se pode reinventar incluida a história e as palavras berradas um día ó mundo polos seus máis insignes defensores. Hoxe Castelao é um simbolo manipulado por uns poucos para o espanholismo, como muitos outros galeguistas sem que desde o arredismo sejamos quem de cuestionar essas difamaçons contadas a umha populaçom absorvida e adormecida polo binomio político mediático.
Galiza é o lugar onde os neogaleguistas de Feijoo e cia. Podem tomar-lhe o pelo á diáspora privatizando o hospital público contruido com a suor de miles de galegos em Bos Aires no que morreu Castelao para regalar-lho ós amigos, onde podem dizer-lhe a essa mesma diáspora (exiliada e emigrada da súa terra a consecuencia das políticas de barbarie dos seus antecesores políticos e que eles continuam..) que se deijem de localismos para conformar grandes lobbies cos que poder influir melhor nas sociedades de acolhemento... Ó melhor o já celebremente conhecido como Habichuelas queira dizer-lhe a toda essa massa ingente de emigrantes é que abandonem o seu localismo galego para formar parte do lobbie espanhol e assí fazer máis pressom os interesses do império. Ademáis Feijoo pedíu a implicaçom da terceira geraçom descedente dos primeiros emigrados ( coma se após séculos de sangria fosse capaz de diferenciar quem forom os primeiros...) nas colectividades ou irmandades galegas, em adiante grandes lobbies unidos espanhois. E porque fijo esto precisamente o mesmo día em que nom foi capaz de garantiçar para as vindeiras eleiçons municipais na Galiza o voto em furnas? Quiçais a Feijoo, o lider do "partido de gob(i)erno", lhe interesse agardar a ponher as furnas logo das municipais com o fim de poder influir desde a Xunta num resultado que lhe permita recuperar as grandes cidades e as deputaçons (o seu gram baluarte e centro desde o que os caciques consolidarom durante anos o poder), para poder consolidar-se muitos anos máis numha administraçom que lastra o país abonando-o a subvençom perpetua para logo abandona-lo as vorazes reglas de jogo do mercado, favorecendo ós interesses privados duns poucos por riba dos de todos. Por isso, como Antom Fente dí no seu comentário sobre as conferencias de Carlos Taibo na Gentalha do Pichel: nom vale o público se é um instrumento do privado, é precisso umha potenciaçom do social por riba disso, como sempre ocorreu no rural galego hoje moribundo. É moi provável que essa terceira geraçom dos por o presidente da Junta chamados primeiros emigrantes seja máis fácil de mercar ou manipular para umha caussa, a da destrucçom e disoluçom dum país que eles moi provavelmente nom conhezam nem conheceram nunca.
Em pouco menos dum ano Feijoo entregou ós seus amigos hospitais públicos simbolo do povo galego, exhortou a diáspora a diluir a súa identidade no conjunto da hispanidade ou melhor dito espanholismo, atacou a lingua sacando-a das oposiçons e com a possível derogaçom do decreto do galego, entregou empresas estratégicas para o agro galego (Pascual em Outeiro de Rei) ós colegas do PP obviando projectos moito máis rentáveis e máis favoráveis para o cooperativismo galego.. Todo esto e máis em tam pouco e de cabeça, quiçais com a estratégia de afrontar os piores problemas no começo dumha legislatura longa e na que o final a resposta popular irá esmorecendo e desmobilizando-se ó seu favor... Toda umha lecçom de estratégia política que desde a esquerda galega devemos aprender para nom voltar a cometer os mesmos erros e para nom permitir, umha vez máis, a destrucçom e a alienaçom do nosso país á uniformidade capitalista. Para quiçais salvar o pouco que quede de Galiza numhos anos.
Por umha Galiza Ceive e Social(ista)!




