sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Xunta de Galiza: Defensora de interesses jurídico-privados.


Na Galiza do século XXI seica volverom os caciques que, por outra banda, nom se sabe moi bem se algum dia marcharom. No denominado bipartito do cambio onde tudos os males que asolagarom ó país em 16 anos de fraguismo ( e séculos enteiros do mesmo caciquismo conhecido por outro nome) íam dessaparecer; esses males acavarom agravándo-se e revelando-se crónicos e pandémicos numha sociedade, a galega, que perde a pasos de gigante a súa identidade como povo, que ve como día a dia a súa lingua dessaparece nos beiços dos máis novos (abraidos por umha outra lingua foránea de prestixio e de poder: O castelhano), como os seus sectores productivos históricos (e por outra banda estratégicos para a supervivencia como povo) esmorecem tomando o sol, que diría o poeta do proletariado Celso Emilio. Um país no que todo se pode reinventar incluida a história e as palavras berradas um día ó mundo polos seus máis insignes defensores. Hoxe Castelao é um simbolo manipulado por uns poucos para o espanholismo, como muitos outros galeguistas sem que desde o arredismo sejamos quem de cuestionar essas difamaçons contadas a umha populaçom absorvida e adormecida polo binomio político mediático.

Galiza é o lugar onde os neogaleguistas de Feijoo e cia. Podem tomar-lhe o pelo á diáspora privatizando o hospital público contruido com a suor de miles de galegos em Bos Aires no que morreu Castelao para regalar-lho ós amigos, onde podem dizer-lhe a essa mesma diáspora (exiliada e emigrada da súa terra a consecuencia das políticas de barbarie dos seus antecesores políticos e que eles continuam..) que se deijem de localismos para conformar grandes lobbies cos que poder influir melhor nas sociedades de acolhemento... Ó melhor o já celebremente conhecido como Habichuelas queira dizer-lhe a toda essa massa ingente de emigrantes é que abandonem o seu localismo galego para formar parte do lobbie espanhol e assí fazer máis pressom os interesses do império. Ademáis Feijoo pedíu a implicaçom da terceira geraçom descedente dos primeiros emigrados ( coma se após séculos de sangria fosse capaz de diferenciar quem forom os primeiros...) nas colectividades ou irmandades galegas, em adiante grandes lobbies unidos espanhois. E porque fijo esto precisamente o mesmo día em que nom foi capaz de garantiçar para as vindeiras eleiçons municipais na Galiza o voto em furnas? Quiçais a Feijoo, o lider do "partido de gob(i)erno", lhe interesse agardar a ponher as furnas logo das municipais com o fim de poder influir desde a Xunta num resultado que lhe permita recuperar as grandes cidades e as deputaçons (o seu gram baluarte e centro desde o que os caciques consolidarom durante anos o poder), para poder consolidar-se muitos anos máis numha administraçom que lastra o país abonando-o a subvençom perpetua para logo abandona-lo as vorazes reglas de jogo do mercado, favorecendo ós interesses privados duns poucos por riba dos de todos. Por isso, como Antom Fente dí no seu comentário sobre as conferencias de Carlos Taibo na Gentalha do Pichel: nom vale o público se é um instrumento do privado, é precisso umha potenciaçom do social por riba disso, como sempre ocorreu no rural galego hoje moribundo. É moi provável que essa terceira geraçom dos por o presidente da Junta chamados primeiros emigrantes seja máis fácil de mercar ou manipular para umha caussa, a da destrucçom e disoluçom dum país que eles moi provavelmente nom conhezam nem conheceram nunca.

Em pouco menos dum ano Feijoo entregou ós seus amigos hospitais públicos simbolo do povo galego, exhortou a diáspora a diluir a súa identidade no conjunto da hispanidade ou melhor dito espanholismo, atacou a lingua sacando-a das oposiçons e com a possível derogaçom do decreto do galego, entregou empresas estratégicas para o agro galego (Pascual em Outeiro de Rei) ós colegas do PP obviando projectos moito máis rentáveis e máis favoráveis para o cooperativismo galego.. Todo esto e máis em tam pouco e de cabeça, quiçais com a estratégia de afrontar os piores problemas no começo dumha legislatura longa e na que o final a resposta popular irá esmorecendo e desmobilizando-se ó seu favor... Toda umha lecçom de estratégia política que desde a esquerda galega devemos aprender para nom voltar a cometer os mesmos erros e para nom permitir, umha vez máis, a destrucçom e a alienaçom do nosso país á uniformidade capitalista. Para quiçais salvar o pouco que quede de Galiza numhos anos.

Por umha Galiza Ceive e Social(ista)!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Na GZ em Galego


Será possível com esta minorias!













Foto da manifestaçom Queremos Galego o 18 de Outubro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nasce o Anarcosindicalista

Estes días mentres caminhava pola facultade para asistir a aulas topei-me com os rapazes da CNT de Compostela que tinham um posto na mesma com o fim de vender libros e material sobre o anarcosindicalismo. Tal foi a minha sorpressa quando me obsequiarom com o primeiro número de Anarcosindicalista, jornal sobre actualidade libertaria e anarcosindical da Galiza e Portugal que vem a unificar a anterior publicaçom solidariedade obreira e a da AIT-SP do mesmo nome que a que nasce. Umha boa nova para nós e um exemplo de estreitamento de lazos com os nossos irmaos portuguesses que máis dumha organizaçom deveria aprender. Como dim neste primeiro número o obxetivo desta publicaçom nova e romper essas barreiras ou fronteiras imaginarias que os poderosos trazarom para someter-nos melhor ós seus desejos, pois essa fronteira só existe para nós mas nom para eles que quando lhe interessa a desfam e unificam forzas. Tal demostra o derrubamento das fronteiras económicas e a livre circulaçom de capitais na UE.

Noraboa a gente da CNT galaica e a vós que desfrutedes da lectura:

http://cntgaliza.org/files/Anarcosindicalista_n1.pdf

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Re-moe

Caminham o meu carom moitas gentes,
nom me som alheos um por um a cada paso,
caem do ceo em cada milimetro silentes
mentras imos, na noite pecha, andando.

Paro-me, a praza está fitándo-nos,
vendo os nossos apagados sonhos
no subconsciente com mil chaves fechado.
Esta-nos fitando desejando nom namorar-se.

Sento-me, passa um guerreiro, no éxtase.
Passa Dulcinea e Sancho Panza em trance.
Muinhos, som muinhos, mas já nom há muinheiro.
Perdeu-se Arturo buscando Santa Maria do Cebreiro.

A praça fita-nos, desejando nom namorar-se... oh muinheiro!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mira


Meu amor
Mira-os a tudos desafiando a lei da gravidade
e saindo victoriosos ós soplidos de Deus.
Maças para os alienados, maças podres,
maças para os seus bandulhos cheios e fartura
nas súas bocas e nas carnes trémulas.

Mira-os a tudos amor
falando dum reino já nom deste mundo
levando ás bocas umha história apagada
e sonhando apariencias e desfalcos.
Mira-os com as mascaras em Venecia
dous dedos máis sobre o mar.


Mira-os amor, mira-os.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O silenço, a lúa, as estrelas, as brétemas,
todo em ti e nada fora de tí noite;
nas túas ás prateadas limpamos o horizonte,
nuvens sobre as que galopamos
em busca das princessas.

Os montes, as arvores, as hervas molhadas
o fulgor prateado das túas bágoas
dizendo-nos que existe o sonho e a paz,
o val misteriosso e os mouchos falando do amor
com as pegas cantadoras.

A terra suando, o sol agonizando
ó parto desasistido dos seus filhos.
A alba de gloria e as ganas de prender
dos pequenos carbalhos herdeiros
desta tradiçom sem tempo acordado.

Os homes e mulheres tras de ti
querendo esculcar nos teus adentros
a raçom dos bicos e das caricias,
o sonho dos que dormem e o sonho dos espertos
a terra prometida dos tolos e dos que choram.

Esta é a tua patria noite, esta é,
a liberdade dos sonhos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Há 4 anos máis ou menos estreavamos algúns as rúas de Compostela a ritmo de bombo e berros. Nom sei se o faziamos moi bem tal é como os precedentes e a nossa reputaçom indicava que o fariamos. Naquel inverno molhado, coma tudos, conhecimos a multiculturalidade e sonhamos com contruir a alternativa a este mundo, lemos o nosso própio e rejeitamos ler o pressente e verdadeiro. Demo-nos conta do pequenos que eramos e do pouco que saimos daquel país gigante e á vez unísono (Galego). Sonhavamos com moças loiras de tez branca, cantavamos églogas e regresavamos a leiras abandonadas havia anos, quiçais de sempre. Rosalía de Castro era íntima e Celso Emilio público. Eramos nós, S Ó S. E o ritmo da nossa soidade começamos a escrever um livro que cedo máis que tarde logo se salpicou noutras linguas. Umha manhá de fevereiro quando rematavamos um exame que nom nós deijara durmir e que máis tarde suspendemos, marchamos descobrir como o gigante da porta da fundaçom Granell lhe tirava o penedo enriba a rapaça máis fermossa de santiago, logo sem saver rematamos com licor café e chocolate numha corte para extrangeiros com quartos: Bancos contra as paredes e umha masseira no meio, era seica um modus vivendi e a min aquelo houvo-me matar. Mas o interessante da história sem interés que eu quero contar e que nós aquele día rematamos cantando o que no video se dí ó final, e que o embaijador de Japom que aquele día era recivido por o torito no hostal da doma e castraçom de Galiza souvo que nalgúm lugar se pedía aquelo de ASTURIANU LLINGUA OFICIAL!


http://www.youtube.com/watch?v=y7-CfUHnvPM


P.D. E eu aquí acordando-me da Begoñu, do Lujilde e do Jesús... Nom se vai ser verdade que vou pra velho...